quinta-feira, 17 de março de 2011

Monopólio extendido pelo menos até 2014

Sendo curto e grosso, parece que a previsão que eu, Sérgio, fiz na última postagem está longe de se concretizar. Pelas notícias que estão saindo em todos os portais, a Globo vai continuar monopolizando o futebol nacional. Errei, e, pelo visto, errei feio.

A última é que a Globo já teria acertado com 11 clubes, inclusive para transmissão em TV a Cabo e Pay Per View. O Grêmio já foi o primeiro a confirmar. Nesse caso, a oferta da RedeTV! ou os interesses de qualquer outro canal ficam insustentáveis.

Não vou ficar tentando explicar o meu chute pra fora. Isso não levaria a lugar nenhum. Só quero dizer que mais uma vez as articulações da Globo atrapalharam o futebol brasileiro (ao contrário do que muitos pensam). No fim das contas, a Globo desuniu uma instituição organizada, com enorme potencial para promover e fortalecer o futebol brasileiro, que é o Clube dos 13, acabando por prevalecer os interesses daquela emissora, em detrimento dos clubes.

Como conseqüência, os dirigentes do C13 já começaram a dizer que perderam pelo menos R$ 200mil por ano, e que esperavam mais do que o dobro ofertado pela RedeTV!, se a licitação tivesse ocorrido dentro da normalidade.

Meu amigo e co-autor deste blog, Thiago Augusto (vulgo Xuxu) sustenta que a culpa é da Record, que esvaziou a licitação. Eu quero e já insisti com o Xuxu para ele escrever a opinião dele aqui. Tô esperando. Mas honestamente, não creio que a Record possa ser acusada de alguma coisa, simplesmente porque só aceitava fazer suas ofertas num procedimento transparente e em igualdade de condições. Se há um culpado por desmerecer o processo seletivo do C13, este alguém é justamente a Globo, que não só correu do pau, como correu muito antes. E não só saiu antes, como saiu por um motivo sem pé nem cabeça, mais parecendo uma desculpa esfarrapada, que até agora estou tentando entender. Como se sabe, qualquer oferta precisaria ser mais de 10% maior do que a da Globo e, mesmo assim, a Globo se disse prejudicada. Na minha opinião, a Globo evitou o processo do C13 justamente para fazer aquilo que já está conseguindo: manter o monopólio, sem a obrigação de pagar o que o Campeonato Brasileiro realmente vale.

Resta agüentar na TV aberta jogos de grandes relevância nacional, como Botafogo x Figueirense, narrados pelos mesmos de sempre; ter que pagar TV a Cabo ou PPV, para assistir jogos em que o nosso time está a mais de mil quilômetros de distância; ter que dormir perto de 2horas da manhã em plenas quartas-feiras, porque o jogo acabou quase à meia-noite e meia e o trânsito do estádio estava impraticável, por mais quatro anos. Valeu Globo!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Futebol ou Xadrez na RedeTV! x Globo

Notícia do dia: Campeonato Brasileiro na Rede TV! Sinceramente, eu gostei.

É claro que só vencer a licitação não faz da RedeTV automaticamente a "dona" do Campeonato Brasileiro (como a Globo se pretendeu por 13 intermináveis anos). Se a previsão do Clube dos 13 (C13) não se concretizar e alguns clubes considerarem melhor as propostas individuais da Globo (o que eu acho que seria uma prova de, mais do que subordinação deslavada, vassalagem), a proposta pode se desmanchar e cada clube ter que negociar sozinho a sua parte. Mas, sem dúvida, neste momento, a RedeTV! está em vantagem, sobretudo porque fez uma proposta bastante superior à prevista pelo C13.

Grosseiramente, em números absolutos, o Kalil dizia que, se a oferta fosse de pouco menos de R$ 1bilhão, já seria mais vantajoso para todos os clubes do que a negociação individual. Como esse valor ultrapassou o R$ 1,5bilhão, é de se supor que não tem como outra emissora bancar o valor, negociando individualmente. Mais grosseiramente ainda, se fizermos uma média simples, teremos 25milhões anuais para cada clube. É bom lembrar que esse dinheiro não é dividido igualmente, mas por "cotas", de acordo com a "grandeza" ou a audiência que cada clube pode dar. Aí é que vem o jogo de xadrez.

Com certeza, de posse desses números, a Globo vai propor apenas aos protegidos de sempre, Corinthians e Flamengo, uma cifra mais interessante do que a que esses clubes receberiam em caso de acordo com o C13. E, talvez, isso, por si só, já desmonte o interesse da Rede TV! no campeonato. Ou não.

Concretizada essa negociação individual da Globo e considerando a manutenção da proposta pela RedeTV! mesmo sem os queridinhos (que a partir de agora vou chamar de FlaCo), a média de grana recebida anualmente por cada clube do C13 aumentaria com certeza mais 3milhões. Ou seja, a Globo teria que ser muito generosa mesmo nessa oferta dupla, para, no alto de sua arrogância, os FlaCo se sentirem devidamente recompensados em comparação com os valores recebidos pelos participantes do C13.

E a Globo ainda correria o risco de ser boicotada pela detentora dos direitos dos outros clubes. Explico: a Globo só poderia transmitir jogos de FlaCo x C13, se a RedeTV! permitisse, e vice-versa. Se uma simplesmente veta a transmissão pela outra, ninguém poderia transmitir, por exemplo, Flamengo x Atlético.Mas a Globo poderia transmitir Flamengos x Corinthiansis, enquanto a RedeTV! poderia transmitir Atlético x São Paulo.

Agora pense: o que é mais vantajoso? Transmitir apenas o jogo "de maior audiência", duas noites por ano ou transmitir jogos todos os dias da temporada, exceto o principal (em termos)? Ressaltando que a Globo gastaria muito mais que uma centena de milhão na negociação só com o FlaCo.

Tudo bem, a Globo poderia, então, aliciar os outros três cariocas e os outros dois paulistas (o São Paulo já se comprometeu com o C13), que, segundo teoria corrente no eixo RJ-SP, são os que dão mais audiência. Penso que nem o Vasco (arqui-rival do Flamengo), nem o Fluminense (atual campeão), nem o Palmeiras (arqui-rival do Corinthians), nem o Santos (dono de uma das sensações e showman Neymar) aceitariam menos do que 90% do que o recebido pelo FlaCo. E lá se vai alguma coisa perto de 800milhões*, quiçá 1bilhão* - se os outros clubes forem inteligentes - pra fazer frente à outra proposta. E ainda contando com a boa vontade dos detentores dos direitos dos outros clubes.
(* numa conta que fiz e pretendo explicar, mas assumo: inventei descaradamente, pois não sei quais são os critérios do C13.) 

 Uê, mas a Globo não havia corrido do pau quando o C13 previu essa faixa de valor? Mau negócio? Xeque-mate da Rede TV!

Obs.: agora poderei ver os jogos em dias e horários decentes e ainda com narração do Sílvio Luiz. 

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Delírio ou demagogia?

Último parágrafo da carta da Globo, em que ela informa que não participará da licitação do Clube dos 13:


"Assim é, em respeito ao interesse do público, que a Rede Globo se sente impedida de participar desta licitação e pretende manter diálogo com cada um dos clubes para chegarmos a um formato para a disputa pelos direitos de transmissão que privilegie a parte mais importante desse evento: o torcedor."

Ou os marqueteiros da Globo estão se iludindo ou são muito caras-de-pau.

A carta inteira é uma aula de publicidade cínica, mas especialmente o último parágrafo é uma obra-prima da canalhice. Eles vão ter que explicar essa parte, pois tudo o que a Globo fez desde que adquiriu o monopólio foi prejudicar o torcedor, transferindo jogos para horários impraticáveis, empurrando goela abaixo jogos de "grande relevância" para estados fora do eixo Rio-SP, como Corinthians x Ponte Preta, dando desproporcional espaço para times cariocas e paulistas - em especial Corinthians e Flamengo - e obrigando a assinatura de TV a cabo casada com a compra de pacotes de "pay per view", para poder assistir a partidas ocorridas até mesmo em outros estados.

E o povo é bobo? Não. Abaixo a Rede Globo!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Meta seu Bico

Pessoas,

agora o blog tem enquete. Vai estar aqui ao lado esquerdo, na primeira opção.

Não precisa pagar, nem tirar título pra votar. Facim demais.

Nossa primeira pergunta destina-se a saber a opinião dos nossos amigos, sobre uma polêmica futebolística.

O Clube dos 13 tem sofrido um desmonte, com times querendo negociar seus direitos independentemente. Queremos saber a sua opinião, se você concorda ou não com isso.  Comentários aqui embaixo sempre são válidos também.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Reflexões para homens e mulheres

Depois de quase meio ano, aqui estamos nós voltando à atividade. Vai ser aos poucos, tenham paciência.

Quando Deus nos fez, talvez Ele tivera algum tipo de limitação de ingredientes. Eu, por exemplo, sobro em tamanho e falto em massa: 1,90m, com pouco mais de 70Kg. Ou ainda, posso tomar um litro de leite por dia, mas tenho grande resistência com cerveja (sério). O primeiro gole de cerveja que tomei foi no meio da faculdade. Ainda hoje sofro para acompanhar amigos e a minha namorada.

De qualquer forma, fiquei imaginando, num mero delírio, se a gente teria uma cota única de tamanho do pênis e da testa para vir ao mundo. Veja bem, não é meu caso. Nem mesmo tenho base de comparação no primeiro item. É só uma suposição profundamente filosófica, que envolve conceitos de justiça e relações humanas. Senão vejamos.


Na construção de uma relação homem x mulher, temos várias etapas. Primeiro a moça escolhe pelo porte e rosto do cara. Depois, vêm outras fases, como o bom papo e outras demonstrações de atributos. Tudo isso pode combinar com a pretendida. A última etapa da conquista é como ela vai aproveitar a boa pinta, a simpatia e as outras qualidades ostentadas pelo pretendente. Daí, torna-se relevante o tamanho do pirú do rapaz, durante o processo de construção de uma relação.

Dessa forma, normalmente, um calvo faz menos sucesso com as mulheres do que um cabeludo. Por outro lado, nossa sociedade faz a seguinte associação: o tamanho do prazer da mulher é diretamente proporcional ao tamanho do pinto que ela está usando. Se é verdadeira ou não, não é o caso aqui. Nesse sentido, temos dois critérios diferentes entre a fase inicial e a fase final de uma conquista. Ou seja, a aparência é o primeiro atrativo de uma relação e o "vamo ver", o derradeiro.

De posse dessa informação, surge o questionamento: será que a aparência é assim tão importante?

Na nossa hipótese das cotas testa/pênis, um homem não poderia ao mesmo tempo fazer sucesso pela aparência e pelo prazer que ele dá. Um bom início de cortejo necessariamente teria um mau fim. Teríamos um caso em que o embrulho vale mais que o presente. No caso inverso, o feioso não teria muitos atrativos, mas seria aquele que traria a plena satisfação da moça; então o embrulho seria tosco, mas o presente seria o mais valioso.

Temos inclusive passagens bíblicas que tratam do assunto. Isso leva as mulheres e os homens a reflexões diferentes.

Para elas, uma conclusão direta:
Muitas vezes, o que parece ser a melhor opção acaba sendo a menos satisfatória.

Para nós, cuecas, um questionamento ainda mais difícil de solucionar:
É melhor ter uma careca pequena ou ter um careca grande?

(Profundo)

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Nova série: Diálogos

Um amigo tentava esquecer que era seu aniversário. O outro espalhou geral a data.

09:00 João: carai
09:02 José: Carái.
  Rá.
09:03 Era pra contar não?
09:05 João: tanto faz
09:06 José: Oh.
  E me xingou?
 
09:09 João: xinguei?
  como?
 José: Carái.
09:10 João: carai não é xingamento
  é interjeição
 José: De revolta?
 João: é igual puxa vida
  revolta não
  igual carai mesmo
09:11 José: Carái para mim é uma interjeição de revolta, surpresa, medo, espanto, cansaço, medo...
09:14 João: mas no caso foi só de carai mesmo
  como quem diz:
  carai